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Conheça técnicas de manuseamento de roupas sujas e limpas de um hospital

terça-feira, 10 de dezembro de 2019 >> Postado por Dilson Barros

O manuseio de roupas sujas e limpas em ambiente hospitalar deve seguir uma série de critérios a fim de se evitar quaisquer problemas de contaminação cruzada. Peças em material têxtil podem concentrar microrganismos patogênicos e espalhá-los pelo ar, o que pode afetar diretamente pacientes que estão em tratamento.

Por isso, quem está diretamente implicado nesse tipo de rotina administrativa da gestão hospitalar deve ter cuidado redobrado. Pensando nisso, preparamos uma espécie de guia, em que você poderá acompanhar quais são procedimentos corretos a serem adotados. Não deixe de conferir!

Técnica de manuseio de roupas sujas e lavadas   

O tratamento das roupas sujas começa nas chamadas unidades geradoras, que são os conjuntos de leitos hospitalares onde foram utilizadas. Nessa fase, tudo o que for coletado deve ser manuseado ou agitado o mínimo possível. 

Para isso, cabe ao funcionário responsável dobrar cada peça da parte mais suja para a menos suja e acondicioná-las imediatamente em saco plástico próprio para a coleta. Caso seja observado presença de resíduos sólidos em alguma das roupas, como fezes e coágulos, é preciso retirar todo o excesso com as mãos envolvidas em luvas. 

Feito isso, é preciso iniciar a separação das roupas por nível de risco. Cada saco deve conter uma identificação para posterior pesagem e encaminhamento do processamento das peças na lavanderia hospitalar.

Logística de triagem, transporte e acondicionamento da roupa suja

O transporte de roupas para a lavanderia hospitalar ou serviço competente externo deve acontecer em veículo próprio para esse fim e em horário pré estabelecido. Os sacos devem estar muito bem  para que fechados durante o transporte eles não se abram e acabem por contaminar a área onde estão acondicionados. Área essa que deve ser muito bem arejado e higienizado regularmente.

Na fase de separação devem ser observados os níveis de contaminação. Roupas com maior volume de secreção, como sangue, fezes, urina e etc. devem passar por um processamento que envolve maior nível de desinfecção, já que concentram grande volume de microrganismos patogênicos. A separação ainda envolve critérios de tipo de tecido e cor.

Todo esse trabalho de triagem é o que oferece maiores riscos à saúde dos trabalhadores. Por isso, o manuseio das roupas sujas deve ser o mais célere possível. O esforço empregado, portanto, deve se limitar a perfeita colocação na máquina de lavar e para a identificação de objetos que, eventualmente, possam ter sido colocados por engano nos sacos.  

Fase de processamento da roupa suja e acondicionamento da roupa lavada 

Quando se fala em lavagem de roupa hospitalar é preciso ter claro que esse não é um processo de esterilização. O processo de desinfecção da roupa reduz em um nível bacteriológico seguro. 

Feito todo o processo de lavagem, centrifugação e calandragem, a roupa limpa é dobrada, podendo ser embalada ou não. Além disso, a roupa deve ser separada em kits, de modo a facilitar o trabalho das equipes de enfermagem.